Contra o sufoco no transporte, por onde passa nossa luta?

Contra o sufoco no transporte, por onde passa nossa luta?

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No dia 14 de agosto, nós – trabalhadores e usuários – estivemos nas ruas por um outro transporte, organizado de acordo com os nossos interesses. Contra o lucro dos empresários e políticos, realizamos um ato de denúncia, onde reafirmamos: dinheiro público deve ser investido em transporte público! A manifestação passou por diversos órgãos do Estado, como o Ministério Público e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, para deixar claro onde estão os responsáveis pelo nosso sufoco. Em frente à Secretaria, queimamos a catraca, com seu proprietário, o empresário. Um transporte organizado pelos de cima só pode atender aos interesses dos de cima.

Esse ato, que foi organizado pelo Sindicato dos Metroviários com apoio do Movimento Passe Livre e outras organizações, contou com cerca de 4 mil pessoas. Após o término da manifestação, na Praça da Sé, um grupo saiu do ato para a Câmara Municipal, onde algumas pessoas foram recebidas com a intenção de negociar com os vereadores. A Câmara, na tentativa de retomar o protagonismo político frente as manifestações por transporte, propôs a realização de uma audiência pública, como já vinha fazendo há tempos.

Enxergamos nessa audiência uma tentativa da Câmara de trazer para o seu interior, para o seu controle, um processo que hoje acontece do lado de fora. Foi fazendo o movimento inverso que, em junho, as manifestações contra o aumento afirmaram sua força: situando a rua, e não o interior das instituições, como o local onde se deve construir a luta.

Criticamos essa audiência não por desprezo à via institucional – até porque a efetivação de muitas das nossas reivindicações passa necessariamente por ela –, mas por entender que não existem concessões dos de cima. Se neste momento pretendemos arrancar mais conquistas, devemos antes construir nossa luta. E essa construção só pode se dar por baixo e por fora, com nós – usuários e trabalhadores – nos organizando em nossos bairros e comunidades, para construir o transporte e a cidade que queremos, sem pedir licença a ninguém.

No metrô ou na Câmara, não nos deixaremos sufocar.
Por uma vida sem catracas,

Movimento Passe Livre – São Paulo

Agosto de 2013

 

 

2 Replies to “Contra o sufoco no transporte, por onde passa nossa luta?”

  1. onde vai parar $1,60 (um real e sessenta centavos ) se a passagem custa $3,00 ( três reais ) e apenas $1,40 ( um real e quarenta centavos ) chega na mão de quem realmente executa o trabalho, aliás, com esse $1,40, esse transportador tem que comprar ônibus, pagar motorista, pagar cobrador, pagar combustível, pagar manutenção, pagar garagem, pagar funcionários da cooperativas, pagar diretores da cooperativas, pagar seguro passageiro, pagar multas altíssimas e abusivas da SPTrans, pagar licenciamento do veículo, pagar seguro catraca, pagar garagem, pagar fiscal, pagar limpeza do veículo, e pagar e pagar e pagar e pagar e pagar e….., isso tudo com apenas $1,40. pra onde está indo os outros $1,60 ? falimos por conta da corrupção ?, não, confiamos em alguns vereadores e em vossa excelência, nosso nobre vereador. fica com deus

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