Nota do MPL-Brasil em solidariedade à luta em Joinville

solidariedade-joinvasNota da federação nacional do Movimento Passe Livre em solidariedade à luta em Joinville  (SC)

No dia 14 de agosto de 2013, o Movimento Passe Livre Joinville convocou um ato que tinha, como de costume, a Praça da Bandeira, no centro da cidade, como ponto de encontro. As pautas eram a retomada do debate em torno da licitação do transporte, operado há mais de quatro décadas pelas mesmas duas empresas e o início do processo que conduzirá à formação de uma empresa pública, operando com tarifa zero. O ato ainda prestava solidariedade à manifestação que ocorria simultaneamente em São Paulo, a qual pautava os mais de 570 milhões de reais desviados das obras do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

A população, então, deixou a Praça e se dirigiu até o prédio em que ocorria a reunião do Conselho da Cidade. Ressaltamos que tal Conselho é público e também o são suas reuniões, não devendo, portanto, acontecer em prédios privados, ao contrário do que acontecia naquele 14 de agosto. Felizmente, o segurança do local não logrou impedir a entrada dos/as manifestantes.

No entanto, Álvaro Cauduro de Oliveira, assessor jurídico da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e representante desta em tal Conselho, alegou, sem qualquer prova, que a porta pela qual a população havia entrado tinha sido quebrada. Por conta disso, um termo circunstanciado foi assinado por um militante de apoio do MPL Joinville. Importante colocar que o mesmo foi escolhido aleatoriamente pelos policiais que lá estavam e que Cauduro é sócio proprietário do edifício em questão.

O militante de apoio do Movimento Passe Livre Joinville foi intimado para comparecer em audiência preliminar em 28 de janeiro deste ano. O momento é crucial na luta por uma empresa pública de transporte coletivo com tarifa zero, uma vez que deve haver licitação ainda este ano na cidade.

Não nos espanta o fato de um dos advogados da elite estar processando um companheiro. O que acontece em Joinville é mais uma tentativa de criminalização aos movimentos sociais, o que o Movimento Passe Livre repudia veementemente.

O Movimento Passe Livre Nacional vem a público prestar solidariedade aos/às companheiros/as de Joinville e dizer que não se calará, em nenhum dos quatro cantos do país, diante da injustiça e da criminalização daqueles e daquelas que lutam por uma vida sem catracas.

Movimento Passe Livre – Brasil

Janeiro, 2014

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