A greve continua! Polícia Militar invade estações do Metrô para reprimir metroviários

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A greve continua esta sexta. Frente à intransigência da empresa, que não apresentou propostas novas para negociar, na assembleia de ontem os metroviários decidiram pela continuidade da greve e dos piquetes nas estações. Se dispuseram a trabalhar de catracas liberadas à população no lugar de paralisar as atividades, mas o Metrô prontamente vetou a possibilidade e ameaçou punir os trabalhadores.

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Hoje as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha amanheceram paralisadas e continuaram sem operação até as 7h15 graças aos piquetes e a resistência dos metroviários. Por volta de 6h50 a tropa de choque invadiu as estações Ana Rosa (linha verde) e Bresser-Mocca (linha vermelha) sob a justificativa de que os grevistas estariam mantendo em “cárcere privado” na estação os funcionários da contingência que o governo teria acionado para furar a greve. No entanto, a estação estava completamente vazia, apenas com a presença do Supervisor Geral de Tráfego, mas sem nenhum trabalhador para operar os trens. Na estação Ana Rosa, um metroviário foi preso por três policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) na rua Joaquim Távora após o violentíssimo ataque do choque, que esvaziou a estação com bombas de gás lacrimogêneo, “efeito moral” (estilhaços) e cassetetes.

O governo e a polícia correm para proteger a todo custo o interesse dos empresários, colocando em risco a vida dos trabalhadores e dos usuários. Os trens que circulam agora nas linhas estão sendo operados pelos funcionários do plano de contingência: trabalhadores de escritórios, sem treinamento adequado, coagidos a furar a greve. Os pátios permancem vazios, sem manutenção, aumentando os riscos da operação. Pela manhã, trabalhadores do metrô distribuiam nas portas das estações cartas abertas à população denunciando a irresponsabilidade dessa operação.

Enquanto usuários e trabalhadores se juntam na luta por um transporte público de verdade, o governo e sua polícia correm para proteger as catracas e os interesses dos empresários. A ação da tropa de choque e do GOE tem como único intuito atacar a luta dos trabalhadores. E o plano de contingência mostra mais uma vez o verdadeiro interesse por trás desse transporte que deveria ser público: o lucro dos empresários, que assistem de cima a vida de usuários e trabalhadores colocadas em risco.

TODA FORÇA À LUTA DOS METROVIÁRIOS!
POR UMA VIDA SEM CATRACAS!!

anarosa (As fotos são de Felipe Aragonez e Thiago Stone)

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