Movimentos debatem a criminalização e, apesar do convite, Secretário de Segurança não vai

ato-debate-foto

ato-debate-pmNa tarde da última quarta-feira (02) cerca de 300 pessoas se reuniram para o debate sobre a criminalização dos movimentos sociais convocado pelo Movimento Passe Livre de São Paulo na praça da Sé.

Convidado publicamente para o evento uma semana antes, o Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, não compareceu. Nos órgãos de imprensa, declarou que “sequer recebeu o convite”, mas um convite formal foi protocolado pelo MPL na Secretaria na sexta-feira anterior (foto abaixo). Apesar da ausência do Grella, a Secretaria de Segurança se fez ostensivamente presente, mobilizando centenas de policiais militares da Força Tática e do Batalhão de Choque, que cercaram o debate com viaturas, caminhões e escudos.

Mesmo com a recusa do Secretário em participar, o debate aconteceu. Na mesa, falaram militantes do MPL-SP, do Movimento das Mães de Maio, do Comitê Popular da Copa, do Movimento de Moradia da Região Centro (MMRC), do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), uma moradora da Favela do Moinho, um companheiro motorista que trabalhou mais de 20 anos na Viação Gato Preto e foi demitido após a greve, o Padre Julio Lancelloti, e por fim um companheiro metroviário demitido pelo Governo do Estado também por fazer greve.

No debate, foi denunciado o avanço da criminalização dos movimentos sociais, a violação do direito de greve e repressão contra os trabalhadores, a seletividade da justiça, os inúmeros abusos e assassinatos cometidos diariamente pela PM nas periferias, a ilegalidade do inquérito nº1/2013 do DEIC, que deve ser trancado, as prisões ilegais de manifestantes pela Polícia Civil – como Fábio Hideki e Rafael. Mais uma vez, lembrou-se: todo preso é um preso político!

PELO TRANCAMENTO DO INQUÉRITO Nº1/2013!

POR UMA VIDA SEM GRADES E SEM CATRACAS!

ato-debate-foto2

Vídeo da íntegra do debate: por Passa Palavra e ADVDP (Ação Direta de Vídeo Popular):

Abaixo, segue a imagem do convite formal ao Secretário protocolado na SSP pelo Movimento. Não é a primeira vez que o MPL busca dialogar com Grella e não obtém respostas – em 30/05, o Movimento se acorrentou à Secretaria de Segurança Pública para exigir o trancamento do inquérito ilegal nº1/2013 e denunciar a tentativa da polícia de conduzir os militantes coercitivamente para depor no DEIC. Na época, Grella não se manifestou.

Respeitamos o direito do Secretário ao silêncio, mas se ele quer tanto ouvir o que o MPL tem a dizer, por que não aceita discutir politicamente e abertamente com o Movimento?

ato-convite

Fotos: CMI (Centro de Mídia Independente)

Deixe uma resposta