Nota do MPL-SP sobre o 4º Grande Ato Contra a Tarifa

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Milhares de pessoas ocuparam as ruas do centro ontem no 4º Grande Ato Contra a Tarifa, parte de uma mobilização nacional que envolveu protestos em mais de uma dezena de cidades do país. Em São Paulo, no Rio, em Florianópolis, Salvador, Osasco, Goiânia, Fortaleza, a população está se organizando contra o aumento da passagem, descendo dos ônibus para a rua para lutar por uma vida sem catracas.

Mesmo debaixo de chuva forte e sob ameaças e provocações constantes da polícia, não foram poucas as pessoas que se juntaram ao protesto depois de sair do trabalho. Pouco a pouco, o ato cresceu até ultrapassar os 10 mil manifestantes que marchavam organizados rumo à Praça da República, seguindo um trajeto decidido coletivamente em assembleia aberta e acordado com a PM.

Quando os debaixo se organizam, os de cima tremem. E o braço armado do Estado, representado por efetivo de mais de mil policiais, estava ali para desorganizar. A organização dos debaixo põe em risco os interesses dos de cima, que recorrem ao braço armado do Estado – ali representado por mais de mil policiais – que entra em ação para desorganizar a luta coletiva.

Incapaz de admitir o que de fato motiva a violência com que atacou manifestantes, repórteres e transeuntes, a PM alega que rojões foram disparados de um prédio. É no mínimo absurdo que, depois que supostos rojões são atirados de um edifício contra os manifestantes, os policiais ataquem a manifestação, de onde não partiu nenhuma agressão. Nos últimos atos foi a própria polícia, aliás, que atirou bombas pela janela de prédios para reprimir os protestos, como atestam relatos e reportagens.

Mas a violência do Estado não vai nos amedrontar, nos intimidar, nem nos desorganizar. Ela é incapaz de matar a vontade, que se espalha por toda a cidade, de por um fim a esse sistema de transporte que impõe limites à vida da população para enriquecer alguns poucos. É uma questão de tempo até que as lutas que estão fervendo em cada bairro se unam numa só corrente de rebeldia.

Lutaremos até a tarifa deixar de existir!

Movimento Passe Livre – São Paulo (MPL-SP)

24/01/2015

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>> E na próxima terça-feira, tem o 5º Grande Ato #ContraTarifa, às 17h no Lgo. da Batata: https://www.facebook.com/events/1448582862063794/

>> ORGANIZE-SE Para derrubar os R$3,50, além de ir aos grandes atos, precisamos estar organizados em cada bairro, espalhando e fortalecendo a luta pela cidade. Veja o calendário das próximas reuniões nos bairros: http://saopaulo.mpl.org.br/2015/01/22/organize/

3 Replies to “Nota do MPL-SP sobre o 4º Grande Ato Contra a Tarifa”

  1. Ainda não vi os resultados da manifestação do Largo da Batata. Parabéns por agregarem a causa da água. Infelizmente não vai chover em SP para repor minimamente os reservatório. A causa de vcs é justa, mas sem água não há razão para transporte. A agenda da água vai varrer todas as agendas após o carnaval (sem tom pejorativo para o “após o carnaval”). A “crise” da água em SP foi mais uma incompetência perversa do nosso Governador, cujo partido completará um quarto de século no poder no governo do estado de SP. A falta de água se estenderá por Campinas e região. É a primeira vez na história da humanidade que mais de 30 milhões de pessoas ficarão sem água. Primeiro virá a crise econômica de toda a região metropolitana da Capital e de Campinas. Depois da demissão em massa a crise social será instalada. Praticamente ao mesmo tempo haverá uma crise sanitária sem precedentes na história do Homem. Os refúgios hídricos do interior de SP (em cima do aquífero Guarani) receberão o êxodo, bem como as regiões ainda com água como o Sul, regiões do Centro-Oeste, Norte e, pasmem, o Nordeste. Isso tem nome e CPF: Geraldo. Tem partido: adivinhe!

  2. quero comesar ah fazer parte de um pais mais mais justo e evoluido em todos os ambitos comesando pela luta da queda desta taxa ridicula de 3,50 para 00,00 reias .