Milhares tomam a Marginal Pinheiros contra a tarifa! Depois do fim do ato, PM ataca a população no Metrô

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Na última terça-feira, 10 mil pessoas tomaram as ruas contra o aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô para R$3,50. A manifestação, iniciada às 17h no Largo da Batata, cresceu ao longo de seu trajeto conforme trabalhadores que passavam pela rua aderiam à marcha, escancarando a indignação popular contra as altas tarifas de transporte.

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Numa tentativa de impedir a população de se manifestar e circular livremente, a Polícia Militar anunciou logo de início que o ato não poderia entrar na Marginal. Mas em assembleia durante a concentração, os manifestantes decidiram coletivamente que o ato iria marchar pela Marginal e se encerrar no Terminal Pinheiros. Mas a força popular garantiu a tomada da Marginal, à despeito do que desejava o aparato repressivo do Estado inicialmente. Porém a PM bloqueou a entrada do Terminal Pinheiros, e o ato voltou ao local de onde partira.

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Assim, o 5º Grande Ato Contra a Tarifa percorreu um longo percurso saindo e voltando para o Largo da Batata, passando pela Marginal. Foi um ato tranquilo, apesar da provocadora presença sufocante da polícia.

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Porém, após o encerramento do ato, a PM protagonizou cenas de horror dentro da estação Faria Lima, ao ponto de lançar bombas químicas num espaço fechado. A situação ficou insuportável até mesmo para policiais, treinados de forma desumana para suportar as condições de violência por eles provocadas.

Uma mulher grávida presente foi agredida com golpes de cassetete em sua cabeça, sofreu com a inalação do gás químico e foi socorrida por manifestantes que chamaram uma ambulância que a levasse ao hospital. Ela agora passa bem.

O poder público, responsável pelas práticas da Polícia Militar, precisa se posicionar: está a favor ou contra a violência brutal praticada pela corporação contra a população em manifestações políticas e também no cotidiano nas quebradas?

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POR QUE PROTEGEM AS CATRACAS?

Já terminado o ato, quanto muitas e muitos manifestantes tentavam ir embora, seguranças bloquearam a passagem e logo depois a polícia militar reprimiu violentamente todas as pessoas que estavam dentro da estação. Tudo isso para proteger as catracas, mas pra que todo esse medo?

As catracas dos ônibus, trens e metrôs são símbolo do lucro dos empresários com a humilhação coletiva e cotidiana de quem usa transporte público. As catracas são o símbolo desse transporte tratado como mercadoria, de má qualidade e por um preço cada vez mais alto.

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As catracas também são o símbolo da exclusão: na mesma estação que policiais militares estouraram bombas a esmo e agrediram uma grávida no ato de ontem, meses antes seguranças agrediram com socos no rosto uma jovem que pulou a catraca. Quem não tem dinheiro para pagar está sujeita a humilhações e violência, enquanto a exclusão e o lucro só crescem.

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A LUTA CONTINUA! PRÓXIMO GRANDE ATO: QUINTA-FEIRA, 29/01, 17H NO VÃO DO MASP!

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