Você sabe o que é a Expo 2020?

O QUE É A EXPO 2020 “A EXPO Universal é o maior evento, a maior feira, e a mais importante do mundo. Então, ele tem uma equivalência com a Copa do Mundo, com as Olímpiadas. Seria um coroamento desse processo em que o Brasil se projetou internacionalmente sediando grandes eventos” – Fernando Haddad, 03/13 A EXPO Universal é uma feira internacional que reúne empresas, ongs e governos para discutir temas como negócios, tecnologia, urbanismo, sustentabilidade, ciências, cultura, gastronomia e economia. O projeto da candidatura de São Pauloa o evento prevê a realização da EXPO na região noroeste de São Paulo, sendo central a construção do “Piritubão”, um Centro de Convenções quatro vezes maior que o Anhembi. Trata-se de um parque integrado a um complexo de 11 pavilhões, shopping centers, uma torre arranha-céu e mais de 15 mil vagas de estacionamento em um terreno de 5,5 milhões de m². A obra deve vir acompanhada da expansão e construção de infraestrutura no local, “valorizando” o bairro. INVESTIMENTO E VALORIZAÇÃO PARA QUEM? OS PROBLEMAS DA EXPO E qual é o custo desse megaevento? Só a desapropriação do terreno para o Piritubão custou R$ 680 milhões e foi paga com repasse federal. A obra Continue lendo Você sabe o que é a Expo 2020?

“Formas de remuneração das empresas de transporte em São Paulo: a quais interesses atendem?”

Re-publicamos aqui artigo publicado originalmente no site independente http://tarifazero.org, por Marina Capusso. Recentemente, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que convocaria uma reunião com “os prefeitos, os governadores, os movimentos sociais, a Frente Nacional de Prefeitos, o Fórum Nacional de Secretários de Transporte, setores da academia, prestadores de serviço de transporte, trabalhadores do setor(…)”[1]. Esta reunião teria como pauta a “planilha de cálculo das tarifas”.  Sem dúvida, a discussão sobre a planilha de custos dos transportes é importante, porém, muito mais para termos clareza dos gastos públicos e dos lucros das empresas privadas que exploram este setor, dando concretude ao debate de quanto custa o sistema e de quem paga por ele, do que para a definição da tarifa em si. Como sabemos, a definição do valor da tarifa do transporte é uma decisão política, é uma opção entre o transporte como um direito social – que deve servir a totalidade da população, garantindo a esta o direito à cidade – ou o transporte como serviço privado – que exclui aqueles que não podem pagar pelo seu uso. Mas engana-se quem achar que a única diferença entre estas concepções seja o valor da tarifa ou sua própria existência. A concepção do transporte Continue lendo “Formas de remuneração das empresas de transporte em São Paulo: a quais interesses atendem?”

“Tarifa do transporte: o que está por trás dela?” Por Lúcio Gregori e Mauro Zilbovicious

Re-publicamos aqui artigo de Mauro Zilbovicius e Lúcio Gregori sobre a tarifa nos transportes coletivos. Mauro Zilbovicius é ex-secretário interino de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo, professor doutor do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP e membro do Conselho Curador da Fundação Vanzolini. Lúcio Gregori é engenheiro e ex-secretário de Transportes da cidade de São Paulo (1990-1992). Ambos participaram da elaboração do projeto de Tarifa Zero e municipalização dos ônibus em São Paulo na década de 1990. Leia o artigo original aqui: “Há um ‘personagem’ que monopoliza a narrativa dos protestos e debates em torno da tarifa do transporte coletivo urbano: a “caixa preta” na qual se ocultam as distorções e gorduras de planilhas controladas pelas empresas do setor. A planilha misteriosa atravessa os tempos: é a mesma utilizada pelo GEIPOT, ainda na ditadura. A trajetória adensa as suspeitas e expectativas: uma vez aberta a caixa preta, resolve-se o desafio de baratear e qualificar o transporte coletivo? Nada mais equivocado. Os dois principais itens da operação são a mão-de-obra (entre 45% e 50% do custo total) e os combustíveis (em torno de 20% do total). Manutenção, reposição, impostos, taxas, depreciação do investimento em novos veículos e garagens complementam Continue lendo “Tarifa do transporte: o que está por trás dela?” Por Lúcio Gregori e Mauro Zilbovicious

Para o desânimo de quem canta o fracasso, fim da tarifa zero em Hasselt nos anima

Artigo do Movimento Tarifa Zero – Goiânia (MTZ-GO), coletivo que integra a federação nacional do Movimento Passe Livre (MPL). Publicado originalmente em http://passapalavra.info/2013/07/81349 Com as recentes manifestações iniciadas e pautadas no combate ao aumento da tarifa em diversas cidades do país e com dezenas de milhares de pessoas na rua, o tema tarifa zero está mais popularizado e mais abertamente debatido, dando espaço para argumentos pró e contra. Agora o debate exige mais esforço, tanto dos defensores quanto dos opositores, o que significa que a preguiçosa opinião de que “isso não dá certo” é um posicionamento dispensável, pois a demanda por informações mais qualificadas aumentou. Na internet o tema era colocado em pauta, sobretudo por militantes e simpatizantes de movimentos de defesa por um transporte público de qualidade, e agora está mais propagado. No mês passado, na televisão e nos periódicos mais famosos pouco se falava do tema. Hoje, militantes e até o engenheiro Lúcio Gregori, idealizador da tarifa zero no governo municipal de Luiza Erundina em São Paulo, têm voz nos meios de comunicação ditos oficiais, ou “de massa”. Nas entrevistas e nos debates fica claro que um projeto como este não mexe apenas com a tarifa, mas com toda uma Continue lendo Para o desânimo de quem canta o fracasso, fim da tarifa zero em Hasselt nos anima

Reflexões sobre o Bilhete Mensal

O transporte público em São Paulo sempre se organizou ao redor da jornada de trabalho: o sistema funciona basicamente para levar e trazer as pessoas do emprego. As linhas de ônibus existem em função desse movimento periferia-centro, centro-periferia, no início da manhã e no fim da tarde – quando todos os ônibus saem das garagens. O único momento e o único itinerário de circulação pela cidade é, na maioria das vezes, o deslocamento para o trabalho. O Vale Transporte consolida essa lógica: só garante ao trabalhador a condução para o serviço. Levar os filhos ao hospital, visitar a mãe em outro canto da cidade, aproveitar os parques, os cinemas, os teatros, fazer compras, tudo isso está fora daquela garantia. Continue lendo Reflexões sobre o Bilhete Mensal