Vídeo – Aula pública Contra a Tarifa

Esteve presente na aula Lúcio Gregori, engenheiro que foi Secretário de Transportes de São Paulo no início dos anos 1990 e trabalhou, na época, na elaboração de um projeto de Tarifa Zero e municipalização dos ônibus da capital. A Tarifa Zero se mostrou perfeitamente viável do ponto de vista técnico e econômico, mas não foi implementada por falta de vontade político. Também falaram na mesa militantes do Movimento Passe Livre e da Luta do Transporte no Extremo Sul, retomando que o projeto de gratuidade nos transportes para estudantes de baixa renda e escolas públicas anunciado por Haddad é uma resposta a anos de luta da população, mas apontando sua insuficiência e criticando o aumento da tarifa. O transporte só será público de verdade quando não houver catracas para ninguém. R$ 3 é roubo, R$ 3,50 também. E só com a população trabalhadora tomando as ruas, se organizando para a luta em cada bairro da cidade, poderemos derrubar a tarifa e seus aumentos. Sexta-feira, 09/01, às 17h, acontece o 1º Grande Ato Contra a Tarifa: https://www.facebook.com/events/333242993533459 TARIFA ZERO QUANDO? TARIFA ZERO JÁ!   Foto: Passa Palavra

CONVOCATÓRIA: PRIMEIRO GRANDE ATO CONTRA A TARIFA!

O prefeito Fernando Haddad já confirmou que a tarifa de ônibus em São Paulo vai aumentar no início de janeiro. O governador Geraldo Alckmin, por sua vez, afirmou que as passagens do Metrô e da CPTM devem subir junto. Movimentar-se pela cidade, algo pelo qual não deveríamos ter que pagar, agora vai custar R$ 3,50 – e pra quem pega metrô e ônibus, vai para R$ 5,45. Cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo. Com menos gente circulando, novos aumentos serão necessários, numa espiral que diminui cada vez mais o direito à cidade da população. Entre nós e a cidade (que nós mesmos fazemos funcionar!) existe uma catraca que cobra cada vez mais caro. É que para os de cima, ninguém tem que sair da periferia se não for para trabalhar ou – se tiver dinheiro – para consumir. Além disso, nos obrigam a pagar por ônibus lotados em linhas e trajetos sobre os quais nada decidimos. Por isso convocamos todas e todos para o 1º GRANDE ATO CONTRA A TARIFA, na sexta-feira (09/01), com concentração a partir das 17h em frente ao Teatro Municipal (próximo ao metrô Anhangabaú e do terminal Continue lendo CONVOCATÓRIA: PRIMEIRO GRANDE ATO CONTRA A TARIFA!

Sobre aumento e gratuidades: Tarifa Zero e passe livre estudantil são coisas muito diferentes

Sobre aumento e gratuidades: Tarifa Zero e passe estudantil são coisas muito diferentes   Desde meados de novembro circulam rumores sobre uma nova tentativa de aumento na tarifa de ônibus na cidade, que poderia chegar a R$ 3,50. Há poucos dias, a imprensa divulgou que o aumento poderia ser aplicado só no pagamento em dinheiro e que viria acompanhado de um “pacote de bondades”, incluindo uma “tarifa zero” para estudantes de baixa renda. Na calada da noite desta quinta (18), a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que prevê essa “tarifa zero”, mas sem especificar do que se trata, quem será considerado de baixa renda e quais as burocracias que estudantes terão de enfrentar para ter o benefício. Sem dúvidas essa medida é mais um resultado da luta da população da cidade, que tomou as ruas em junho de 2013. Mas é insuficiente. As declarações de Haddad sugerem que essa “tarifa zero” para estudantes de baixa renda será, na verdade, um passe livre estudantil, com número de viagens limitado ao trajeto casa-escola-casa. O próprio prefeito declarou que pagar para ir à escola “colide” com o princípio de que a educação deve ser pública – por isso mesmo não faz Continue lendo Sobre aumento e gratuidades: Tarifa Zero e passe livre estudantil são coisas muito diferentes

Rio de Janeiro: fica o recado!

Começaram as manifestações contra o aumento no Rio de Janeiro. As mobilizações indicam que após junho de 2013 não serão mais aceitos aumenos de tarifa. O primeiro ato foi relatado no artigo publicado no Passa Palavra. Aumento nunca mais! Agora é Tarifa Zero! O ato de protesto contra o aumento do preço das passagens no Rio de Janeiro estava marcado para as 17h de sexta-feira, dia 20 de dezembro, praticamente véspera de Natal. A ideia era de um primeiro movimento para mostrar que se a passagem dos ônibus aumentar em 2014, conforme anúncio do prefeito Eduardo Paes, a cidade vai parar. Inicialmente, na concentração na Candelária, a quantidade de policiais e repórteres era maior do que o número de manifestantes. Mas isso não intimidou e lá mesmo cartazes eram pintados, palavras de ordem entoadas e músicas cantadas acompanhadas por batuques, que, embora improvisados, deram ânimo aos manifestantes. Muito dos repórteres presentes eram mídia-livristas, que se dispuseram a acompanhar o ato. Outros representavam países diversos, como Venezuela, França e México. Aliás, os jornalistas mexicanos tentavam a todo custo uma declaração de que o Movimento Passe Livre tinha enviado pessoas para conduzir as manifestações contra o aumento das passagens que acontecem naquele Continue lendo Rio de Janeiro: fica o recado!