Se a Copa é dos ricos, a cidade vai ser nossa: durante a abertura da Copa, movimento ocupa prédio na Pamplona

MOVIMENTO DE MORADIA DA REGIÃO CENTRO OCUPA PRÉDIO PRÓXIMO À AV. PAULISTA 12/06, 17h, abertura da Copa do Mundo – o edifício abandonado na rua Pamplona, 937, a duas quadras da Av Paulista, acaba de ser ocupado pelo Movimento de Moradia da Região do Centro (MMRC), com apoio do MPL, da Fanfarra do M.A.L. e dos grupos Inclusa e Andróides Andróginos. Se a copa é dos ricos, a cidade vai ser nossa! NOTA DO MMRC SOBRE A OCUPAÇÃO Momentos antes da festa de abertura da Copa do Mundo ocupamos o edifício abandonado na Rua Pamplona número 937. Decidimos que não vamos sentar e assistir impotentes o que está acontecendo. A Copa do Mundo trouxe consigo um aumento de 18% no déficit habitacional na cidade de São Paulo, portanto não é sem motivos o crescente número de ocupações surgindo no centro e nas periferias. Mais de 15 dessas ocupações receberam ordens de reintegração de posse, a maioria dos depejos ocorrerá depois da Copa das Copas. Mas se no centro, marcado pela “Cracolândia”, moradores de rua e na periferia segregada tudo que acontece são degenerações aos olhos de quem vê de cima, é fácil virar o rosto para estas famílias também. Levamos Continue lendo Se a Copa é dos ricos, a cidade vai ser nossa: durante a abertura da Copa, movimento ocupa prédio na Pamplona

“Mobilidade urbana como um problema”

Como resultado de um encontro de militantes de diversos movimentos sociais, ocorrido em São Paulo em 2012, o militante Legume Lucas escreveu este texto para a revista do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Por algum motivo o texto nunca foi publicado. Agora, depois de muitos outros frutos mais interessantes daquele encontro, o Passa Palavra o publicou, para pensar, à luz das novas mobilizações, os caminhos discutidos antes de junho Recentemente temos visto a questão da mobilidade urbana ganhar destaque nas discussões sobre a cidade. Parece existir um amplo consenso sobre a necessidade de permitir a melhor circulação das pessoas, resolvendo os problemas de trânsito caótico, diminuindo o tempo gasto em deslocamentos, ampliando as infraestruturas urbanas. Contudo, se pretendemos discutir mobilidade urbana a sério, é necessário ultrapassar aquele consenso e perceber como as contradições sociais presentes na cidade se expressam nesta temática. O enfoque comumente adotado ao se tratar de mobilidade urbana é o caos no trânsito ou, de maneira um pouco mais elaborada, a crise nos transportes, considerando-se como problema básico o tempo gasto com os deslocamentos realizados na cidade. As soluções apontadas para este problema giram em torno de dois eixos: a construção de infraestruturas voltadas para os Continue lendo “Mobilidade urbana como um problema”

Não vai ter Expo 2020!

<!– _ Não vai ter Expo 2020! A derrota de São Paulo na disputa para sediar a Expo Mundial, terceiro maior megaevento do mundo depois da Copa e das Olimpíadas, é recebida como uma boa notícia pelos movimentos sociais que vem resistindo aos megaeventos. Em junho, ao mesmo tempo em que Alckmin e Haddad cantavam em Paris pela candidatura de São Paulo para a Expo 2020, aqui milhares de pessoas tomavam as principais vias da cidade para exigir a revogação do aumento da passagem e eram violentamente reprimidas pela PM. A conquista da redução das tarifas e os protestos massivos rechaçando os jogos da Copa das Confederações mostraram que quem manda na cidade são os trabalhadores e que não aceitaremos mais catracas nem megaeventos. A não realização da Expo é uma vitória colateral das revoltas populares que eclodiram em junho. Mas não baixamos a guarda. Sabemos que, mesmo sem a Expo, os projetos do capital imobiliário no noroeste de São Paulo continuam, com a construção do Piritubão, despejos e higienização. E enquanto isso, outros megaeventos como a Copa do Mundo mostram seus impactos fúnebres, com a morte de mais dois operários em mais um acidente nas obras de um estádio, Continue lendo Não vai ter Expo 2020!