Marsilac: linha popular com tarifa zero!

A comunidade da Ponte Seca, no Marsilac, organizou na sexta-feira, dia 11 de abril, uma linha de ônibus tarifa zero. A linha popular fez o mesmo trajeto do que seria a linha Mambu/Marsilac, que há um ano é reivindicada pela população e apesar de já estar aprovada pela prefeitura, não foi implementada. A linha popular foi um sucesso! Começou a circular às 5h da manhã e durante todo o dia esteve cheia, provando que não é por falta de demanda que não existe ônibus na região, mas sim por descaso político. O tempo médio do trajeto percorrido pela linha popular foi de 1h. Esse tempo já é longo feito de ônibus, a pé, o percurso chega a mais de 2h30! Nesta sexta-feira a população não apenas circulou sem custo nenhum pelos bairros, mas também mostrou a plena viabilidade da linha reivindicada, já que a melhoria do sistema viário, argumento utilizado pelo poder público, não é um impeditivo para a criação da linha, pois já circula pela região o transporte escolar e o caminhão de lixo. Mas a luta ainda não acabou! Cabe ao poder público colocar em prática a demanda da população. Por isso, nos reuniremos neste sábado, dia 19, Continue lendo Marsilac: linha popular com tarifa zero!

Sobre a formação do Conselho Municipal de Transportes

Nota do MPL-SP sobre a formação de um Conselho Municipal de Transportes Em junho, tomamos as ruas de São Paulo e revogamos o aumento da tarifa, mostrando que o povo pode decidir os rumos do transporte. Os rumos da cidade. Em resposta às mobilizações, a prefeitura decretou a formação do Conselho Municipal de Transportes (CMT), como um espaço que garantiria a “participação popular e a gestão democrática do transporte”. Nada mais equivocado: a própria composição desse conselho e seu caráter consultivo já indicavam a contradição do discurso da prefeitura. Com maioria formada por representantes do empresariado e do poder público, não é possível garantir a participação popular. Isso, aliado ao caráter consultivo do Conselho, impede a gestão democrática: para se gerir é necessário ter o poder de decisão. A população deve decidir, não apenas ser consultada quanto à gestão do transporte público. As contradições do decreto do CMT foram evidenciadas por movimentos sociais e organizações, tanto no conselho da cidade quanto por nota. As fragilidades do decreto estavam tão expostas que o prefeito optou por instituir um Conselho temporário, que teria como função determinar a forma de funcionamento e a composição do CMT. O Movimento Passe Livre de São Paulo Continue lendo Sobre a formação do Conselho Municipal de Transportes