Milhares tomam a Marginal Pinheiros contra a tarifa! Depois do fim do ato, PM ataca a população no Metrô

Na última terça-feira, 10 mil pessoas tomaram as ruas contra o aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô para R$3,50. A manifestação, iniciada às 17h no Largo da Batata, cresceu ao longo de seu trajeto conforme trabalhadores que passavam pela rua aderiam à marcha, escancarando a indignação popular contra as altas tarifas de transporte. Numa tentativa de impedir a população de se manifestar e circular livremente, a Polícia Militar anunciou logo de início que o ato não poderia entrar na Marginal. Mas em assembleia durante a concentração, os manifestantes decidiram coletivamente que o ato iria marchar pela Marginal e se encerrar no Terminal Pinheiros. Mas a força popular garantiu a tomada da Marginal, à despeito do que desejava o aparato repressivo do Estado inicialmente. Porém a PM bloqueou a entrada do Terminal Pinheiros, e o ato voltou ao local de onde partira. Assim, o 5º Grande Ato Contra a Tarifa percorreu um longo percurso saindo e voltando para o Largo da Batata, passando pela Marginal. Foi um ato tranquilo, apesar da provocadora presença sufocante da polícia. Porém, após o encerramento do ato, a PM protagonizou cenas de horror dentro da estação Faria Lima, ao ponto de lançar bombas químicas Continue lendo Milhares tomam a Marginal Pinheiros contra a tarifa! Depois do fim do ato, PM ataca a população no Metrô

Nota do MPL-SP sobre o 4º Grande Ato Contra a Tarifa

Milhares de pessoas ocuparam as ruas do centro ontem no 4º Grande Ato Contra a Tarifa, parte de uma mobilização nacional que envolveu protestos em mais de uma dezena de cidades do país. Em São Paulo, no Rio, em Florianópolis, Salvador, Osasco, Goiânia, Fortaleza, a população está se organizando contra o aumento da passagem, descendo dos ônibus para a rua para lutar por uma vida sem catracas. Mesmo debaixo de chuva forte e sob ameaças e provocações constantes da polícia, não foram poucas as pessoas que se juntaram ao protesto depois de sair do trabalho. Pouco a pouco, o ato cresceu até ultrapassar os 10 mil manifestantes que marchavam organizados rumo à Praça da República, seguindo um trajeto decidido coletivamente em assembleia aberta e acordado com a PM. Quando os debaixo se organizam, os de cima tremem. E o braço armado do Estado, representado por efetivo de mais de mil policiais, estava ali para desorganizar. A organização dos debaixo põe em risco os interesses dos de cima, que recorrem ao braço armado do Estado – ali representado por mais de mil policiais – que entra em ação para desorganizar a luta coletiva. Incapaz de admitir o que de fato motiva Continue lendo Nota do MPL-SP sobre o 4º Grande Ato Contra a Tarifa

Ato contra a tarifa reúne 30 mil e Polícia Militar violentamente ataca manifestantes

Na tarde de hoje, cerca de 30 mil pessoas se reuniram no centro da cidade para protestar contra o aumento da tarifa para R$ 3,50. Os manifestantes, porém, foram violentamente reprimidos pela Polícia Militar, que lançou bombas de gás, bombas de estilhaço mutilante e atirou com balas de borracha para impedir que a marcha chegasse à Av. Paulista. Quando a marcha subia a rua da Consolação, a PM iniciou a repressão, prendendo um grupo de manifestantes. Fugindo das bombas e dos tiros, os milhares que participavam do ato correram para as ruas laterais, seguindo pela Av. Angélica, direção Pacaembu, e pela rua Augusta, na Bela Vista. A PM perseguiu os manifestantes que seguiam agrupados, atacando-os. 51 manifestantes foram presos arbitrariamente e torturados, e pelo menos 5 foram feridos e levados ao Hospital das Clínicas. Com a brutal repressão policial, os governos deixam sua resposta à justa reivindicação da população que luta contra o aumento do preço da tarifa. Longe de discutir a revogação dos aumentos que decretaram, Alckmin e Haddad respondem só com violência: tiros, bombas e prisões contra quem se manifesta. + “Defensoria pede informações sobre atuação policial em ato desta sexta-feira”: https://e.sarava.org/ZTE + Siga: twitter.com/mpl_sp Apesar de tudo, Continue lendo Ato contra a tarifa reúne 30 mil e Polícia Militar violentamente ataca manifestantes

Por que não vamos nos reunir com a polícia

Anteontem (05/01) recebemos esse “convite” da Polícia Militar. Hoje, o movimento vem a público negar o “convite” e explicitar o porquê. Para começar, apesar do desconcerto que isso possa causar na Polícia Militar, o MPL é um movimento social horizontal, o que significa que não possuímos uma direção ou liderança. Esse simples fato já inviabilizaria a reunião nos moldes propostos. No entanto, existem questões ainda mais sérias. Não nos causa surpresa o único contato institucional ter partido do comando da PM. O comando já anunciou aos jornais que comparecerá à manifestação (novamente) com um gigantesco efetivo, manterá o ato cercado em toda a sua duração e revistará TODAS AS PESSOAS que se aproximem da manifestação. Mesma prática que em 2013 levou à prisão de dezenas de pessoas por porte de VINAGRE, entre outras arbitrariedades. Assim, a polícia militar mostra o que parece ser seu único diálogo possível com os movimentos sociais: a repressão e a intimidação. Segundo o próprio “convite” feito pela polícia, a reunião objetivaria “garantir os direitos constitucionais”. Sendo assim, nos perguntamos porque a polícia militar precisa de um efetivo tão grande e de ameaças lançadas de antemão para garantir o direito à livre manifestação. Ao contrário do Continue lendo Por que não vamos nos reunir com a polícia

Repressão e revolta na Avenida São João

SOBRE A REPRESSÃO E A REVOLTA NA AVENIDA SÃO JOÃO Na última terça-feira, dia 16 de setembro, o centro da cidade de São Paulo tornou-se mais uma vez palco da violência da Polícia Militar. Durante a reintegração de posse de uma ocupação dos movimentos FLM, MSTC e MSTRU na Avenida São João, a polícia reprimiu moradores, manifestantes e mesmo aqueles que simplesmente passavam pela rua, dentre eles crianças, idosos e mulheres grávidas. Ao longo do dia, a PM realizou diversas prisões ilegais para “averiguação”, detendo participantes da ocupação e pessoas que não estavam envolvidas, e, não por acaso, moradores de rua. O prédio do antigo Hotel Aquarius, ocupado desde fevereiro, estava há 10 anos abandonado. A Justiça autorizou a reintegração de posse a pedido do proprietário e negou, assim, o direito à moradia aos legítimos moradores do imóvel. Como esse prédio, há diversos outros abandonados no centro da cidade, que poderiam servir de teto às milhares de pessoas que trabalham na região e gastam horas para voltar para casa. Sem contar aqueles que, sem dinheiro para o transporte, acabam dormindo na rua. Para os que mandam na cidade, pobre no centro só interessa na hora de trabalhar. Tratando-se de moradia Continue lendo Repressão e revolta na Avenida São João