Repressão e revolta na Avenida São João

SOBRE A REPRESSÃO E A REVOLTA NA AVENIDA SÃO JOÃO Na última terça-feira, dia 16 de setembro, o centro da cidade de São Paulo tornou-se mais uma vez palco da violência da Polícia Militar. Durante a reintegração de posse de uma ocupação dos movimentos FLM, MSTC e MSTRU na Avenida São João, a polícia reprimiu moradores, manifestantes e mesmo aqueles que simplesmente passavam pela rua, dentre eles crianças, idosos e mulheres grávidas. Ao longo do dia, a PM realizou diversas prisões ilegais para “averiguação”, detendo participantes da ocupação e pessoas que não estavam envolvidas, e, não por acaso, moradores de rua. O prédio do antigo Hotel Aquarius, ocupado desde fevereiro, estava há 10 anos abandonado. A Justiça autorizou a reintegração de posse a pedido do proprietário e negou, assim, o direito à moradia aos legítimos moradores do imóvel. Como esse prédio, há diversos outros abandonados no centro da cidade, que poderiam servir de teto às milhares de pessoas que trabalham na região e gastam horas para voltar para casa. Sem contar aqueles que, sem dinheiro para o transporte, acabam dormindo na rua. Para os que mandam na cidade, pobre no centro só interessa na hora de trabalhar. Tratando-se de moradia Continue lendo Repressão e revolta na Avenida São João

Debate sobre a criminalização dos movimentos sociais com Fernando Grella – pelo trancamento do Inquérito ilegal nº1/2013

Na última terça-feira, o Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, anunciou que ira acionar a polícia para levar à força militantes do Movimento Passe Livre para depor em um inquérito ilegal n°1/2013 no DEIC. Ilegal porque não busca apurar algum crime específico, mas sim mapear e guardar informações a respeito dos manifestantes, enquadrando as pessoas em um grupo de suspeitos a priori. Ora, se o Secretario quer tanto ouvir o que o movimento tem a dizer, decidimos então convidá-lo para um debate público sobre a criminalização dos movimentos sociais, as ações ilegais da PM e a seletividade da justiça com as periferias, que acontecera na QUARTA-FEIRA, 02/07, às 15h em frente ao Tribunal de Justiça (Praça da Sé). Convidaremos para o debate também movimentos sociais como o MTST, MST, MMRC, Comitê Popular da Copa, Mães de Maio, Favela do Moinho, Sindicato dos Metroviários, Associação Amparar, entre outros. É lamentável que Grella agora ameace conduzir coercitivamente nossos militantes ao DEIC, sendo que quando o movimento se apresentou voluntariamente para tratar diretamente com ele sobre o inquérito, acorrentando-se em protesto na Secretaria de Segurança Pública no dia 30/05, não obteve qualquer resposta. No mesmo dia do debate, vamos impetrar um habeas corpus no Continue lendo Debate sobre a criminalização dos movimentos sociais com Fernando Grella – pelo trancamento do Inquérito ilegal nº1/2013

Nota sobre o ato “Não vai ter tarifa” do dia 19.06

Nota do MPL-SP sobre o ato “Não vai ter tarifa” de 19.06 Faz um ano que a população conquistou a revogação dos aumentos da tarifa. Essa vitoria só foi possível com muita luta nas ruas. Seguimos ocupando a cidade que é de todos, resistindo contra os poucos que querem fazer dela um negócio lucrativo. Realizamos um ato que tinha como objetivo a comemoração dessa vitoria popular no dia 19 de junho do ano passado. Por sermos um movimento social que luta por um transporte publico de verdade, para nós a revogação do aumento nunca bastou, por isso, essa manifestação era também uma luta pela tarifa zero. Fizemos uma grande festa popular em uma das principais vias da cidade, voltada para carros. Com antecedência, anunciamos publicamente toda a proposta para o ato. Foi essa proposta que seguimos. Os manifestantes chegaram em segurança na Marginal Pinheiros, lá ocorreram diversões juninas, leitura de poesia, jogos de futebol, apresentações musicais e teatrais. Fizemos uma festa popular contrapondo-se ao espetáculo elitista da FIFA, com suas remoções forçadas e territórios de exceção. Mostramos a radicalidade da ocupação do espaço urbano. A Polícia Militar de SP, acostumada a reprimir os manifestantes, agora se diz “traída” pelo Movimento Continue lendo Nota sobre o ato “Não vai ter tarifa” do dia 19.06

Pelo trancamento do inquérito nº 1/2013 do DEIC

MPL impetra Habeas Corpus para o trancar Inquérito nº 1/2013 do DEIC Nos últimos meses vivemos uma escalada de repressão aos movimentos sociais. Durante 2013, o cotidiano das ações ilegais da PM e da seletividade da justiça nas periferias das cidades e na lida com as lutas sociais não pôde mais ser escondido. Convivemos com prisões ilegais para averiguação, revista vexatória de mulheres, espancamentos, e outras formas de cerceamento do direito de defesa dos manifestantes. Ao invés de investigar esses abusos, o Governador de São Paulo, junto com o Ministro da Justiça, o Judiciário, o Ministério Público e a PM, instaurou um inquérito policial, sem qualquer base legal, para identificar os manifestantes presentes nos atos. Esse inquérito é ilegal, pois não há a intenção de apurar algum crime específico e sim uma tentativa de identificar e investigar pessoas e enquadrá-las em um grupo de suspeitos a priori. O Movimento Passe Livre São Paulo entende que a existência dessa investigação, além de ilegal, é a continuação da sistemática violação de direitos das pessoas que já foram presas ilegalmente e daqueles que se organizam por uma vida sem catracas. Por isso, contando com o apoio do PSTU, que também teve militantes presos Continue lendo Pelo trancamento do inquérito nº 1/2013 do DEIC

Tropa de Choque prende Metroviários na Estação Ana Rosa e Governo demite trabalhadores

Atualizações sobre os acontecimentos da mobilização dos metroviários iniciada na estação Ana Rosa, esta manhã: 5h30: BATALHÃO DE CHOQUE INVADE METRÔ ANA ROSA Em seu quarto dia de greve, cerca de 80 metroviários acabam de ser isolados dentro da Estação Ana Rosa pela Polícia Militar. O Choque estourou bombas de efeito mutilante (efeito moral) e usou spray de pimenta em apoiadores e metroviários que, do lado de fora, tentaram impedir a invasão da PM à estação, além de proibir os jornalistas de acompanharem a ação. Nesse momento, policiais do batalhão estão invadindo a estação com a clara intenção de reprimir violentamente os metroviários ali presentes. A violência com que a greve está sendo reprimida – uma greve legítima de trabalhadores que fazem a cidade funcionar todos os dias – e a preocupação em tentar deslegitimar a luta dos metroviários aponta a forma como o transporte público é encarado em São Paulo: como uma mercadoria que conta com o aparato policial, supostamente de segurança, para garantir seu lucro aos de cima, e a exploração dos de baixo. LUTAR NÃO É CRIME, CRIME É TER CATRACAS! TODA FORÇA À GREVE DOS METROVIÁRIOS! 7h: METROVIÁRIOS DEIXAM ESTAÇÃO ANA ROSA Os trabalhadores e trabalhadoras Continue lendo Tropa de Choque prende Metroviários na Estação Ana Rosa e Governo demite trabalhadores