A greve continua! Polícia Militar invade estações do Metrô para reprimir metroviários

A greve continua esta sexta. Frente à intransigência da empresa, que não apresentou propostas novas para negociar, na assembleia de ontem os metroviários decidiram pela continuidade da greve e dos piquetes nas estações. Se dispuseram a trabalhar de catracas liberadas à população no lugar de paralisar as atividades, mas o Metrô prontamente vetou a possibilidade e ameaçou punir os trabalhadores. Hoje as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha amanheceram paralisadas e continuaram sem operação até as 7h15 graças aos piquetes e a resistência dos metroviários. Por volta de 6h50 a tropa de choque invadiu as estações Ana Rosa (linha verde) e Bresser-Mocca (linha vermelha) sob a justificativa de que os grevistas estariam mantendo em “cárcere privado” na estação os funcionários da contingência que o governo teria acionado para furar a greve. No entanto, a estação estava completamente vazia, apenas com a presença do Supervisor Geral de Tráfego, mas sem nenhum trabalhador para operar os trens. Na estação Ana Rosa, um metroviário foi preso por três policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) na rua Joaquim Távora após o violentíssimo ataque do choque, que esvaziou a estação com bombas de gás lacrimogêneo, “efeito moral” (estilhaços) e cassetetes. O governo e a polícia Continue lendo A greve continua! Polícia Militar invade estações do Metrô para reprimir metroviários

Pela terceira vez – sobre inquéritos, intimações e investigações: as contínuas ações ilegais das polícias

Ainda sobre inquéritos, intimações e investigações: as contínuas ações ilegais das polícias Nos dias 22 e 23 de maio, pela terceira vez, dezenas de militantes, e até mesmo seus parentes ou pessoas que sequer participaram de qualquer manifestação nos últimos meses, foram intimadas para comparecer ao DEIC para prestar esclarecimentos/informações sem sequer saber do que são acusadas, ou se há alguma acusação. A ilegalidade e a arbitrariedade são tamanhas, que dessa vez não se deram nem ao trabalho de mencionar o número de um inquérito policial na maioria das intimações. Tais práticas, com ameaças, intimidações e exposição de militantes com a presença da polícia em suas casas (militantes que em sua maioria já foram expostos nas ilegais prisões para averiguação que ocorreram em 2013), tem a clara finalidade de dar continuidade à criminalização dos movimentos sociais. Nos últimos meses vivemos uma escalada de repressão que tenta calar todas as vozes que discordam dos de cima e de seus poderes: do Estado, da polícia, da mídia. Durante 2013, o cotidiano das ações ilegais da PM e da seletividade da justiça nas periferias das cidades e na lida com as lutas sociais não pode mais ser escondido nem sequer pela mídia corporativa. Continue lendo Pela terceira vez – sobre inquéritos, intimações e investigações: as contínuas ações ilegais das polícias

MPL-ABC: Ato de repúdio à violência da PM e da CPTM em Santo André!

Na última semana, seguranças da Linha 10 – Turquesa da CPTM e policiais militares espancaram um jovem que supostamente não tinha pago a tarifa na Estação Santo André da CPTM. O cinegrafista amador, impedido de filmar depois de ser percebido, ainda disse que o homem morreu. A ação é reflexo da lógica excludente do transporte como mercadoria, na manutenção do lucro dos que ganham com nosso suor e aperto, toda violência é permitida. Em repúdio à violência da tarifa e da polícia, o Movimento Passe Livre do ABC convoca, na próxima quarta-feira, 07/05, às 17h30 um ato na Estação Prefeito Celso Daniel – Santo André da CPTM. Contra a repressão e humilhação diária nos transportes, todo nosso apoio aos companheiros do ABC! Para acessar o evento do ato, clique aqui. Abaixo a nota escrita pelo coletivo do ABC: Ato de repúdio contra a violência da PM e da CPTM Em Santo André a segurança da CPTM junto com a Polícia Militar espancaram um jovem que não pagou o valor de 3,00 para embarcar no trem. O jovem poderia ter morrido, simplesmente por não ter aceitado a violência que é a tarifa dos transportes coletivos. O Estado e seus agentes fascistas, Continue lendo MPL-ABC: Ato de repúdio à violência da PM e da CPTM em Santo André!

Inquéritos e indiciados: a quem interessa esse sistema de justiça?

Inquéritos e indiciados: a quem interessa esse sistema de justiça?  Em Agosto de 2013, diversos movimentos sociais e organizações da sociedade civil apresentaram denúncia ao Ministério Público Estadual, pedindo a investigação da conduta do coronel Ben Hur Junqueira, comandante da Polícia Militar na operação policial do dia 13 de junho. Naquele dia, centenas de pessoas foram presas para averiguação por portarem vinagre, levarem mochilas, câmeras ou simplesmente por se aproximarem do local da manifestação que pedia a redução do valor da tarifa do transporte público em São Paulo. O documento apresentado pedia ao Ministério Público o oferecimento de denúncia criminal contra o coronel diante das provas de ilegalidade cometidas pelo comandante da operação. Anexamos a ela um vídeo coletado pela Defensoria Pública de São Paulo, no qual Ben Hur admitiu claramente utilizar as prisões para averiguação, procedimento inconstitucional e flagrantemente utilizado para restringir o direito de protestar. Passados mais de dez meses da data da manifestação, o Ministério Público Estadual confirmou a abertura de inquérito policial para investigar a conduta do coronel, uma resposta bastante tímida frente a brutal repressão policial que toda a cidade assistiu. A denúncia formalizada pelas entidades no ano passado já continha suficientes provas materiais da conduta ilegal do Continue lendo Inquéritos e indiciados: a quem interessa esse sistema de justiça?

A 50 anos do golpe, segue a resistência contra a violência estatal!

Neste dia primeiro de abril, em que se completa 50 anos do golpe civil-militar, saímos às ruas junto à companheiros e companheiras, vários outros movimentos, para lembrar os que ontem lutaram – e foram perseguidos, torturados e mortos pela ditadura – e denunciar a continuidade da violência estatal hoje. No início da tarde, ao lado do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), tomamos a Avenida Paulista contra a violência do Estado em todos os níveis de governo e em todas as suas esferas: das polícias militarizadas e assassinas, que diariamente matam nas periferias e torturam nas delegacias, aos projetos de anti-manifestação que correm no Congresso, sob nomes como “lei antidistúrbio”, “lei antiterrorista” ou proibindo o uso de máscaras. No fim do dia, nos somamos ao Desfile-Escracho do Cordão da Mentira, que partiu da frente do antigo DOPS. Por memória, verdade e justiça, ontem e hoje! Pelo fim da PM! Contra as leis anti-manifestação e os tribunais de exceção! Toda força aos que enfrentam a violência do Estado!