Nota sobre a articulação da prefeitura com setores que não respondem pela população em luta

    Na sexta-feira passada, dia 9, 30 mil pessoas foram às ruas contra o aumento nas tarifas de ônibus, metrô e trens. De lá para cá foram dezenas de atividades e assembleias nos bairros da periferia, como Extremo Sul, no Mboi Mirim, no Campo Limpo, e em São Mateus preparando uma nova manifestação contra a tarifa que acontecerá hoje às 17h no centro da cidade. 30 mil pessoas que se organizaram de forma independente para reivindicar uma medida legítima e necessária para a imensa maioria da população: que o aumento seja revogado e que o transporte seja visto como um direito, não uma mercadoria. A resposta da prefeitura foi chamar o Movimento Passe Livre de intolerante, aproximando-o aos atos terroristas de Paris; o secretário de Transportes desqualificando o movimento, como se fossemos “coxinhas”, e ambos se esconderem atrás da repressão da polícia controlada pelo governador Geraldo Alckmin. Pior: segundo grave denúncia feita pelo jornal El País, Haddad articulou uma manobra lamentável para tentar acabar com a luta da população de São Paulo, convocando grupos da base aliada do governo que já não representam ninguém (se conseguem convocar 50 pessoas é muito), para um teatro em que estes grupos exigiriam Continue lendo Nota sobre a articulação da prefeitura com setores que não respondem pela população em luta

Vídeo – Aula pública Contra a Tarifa

Esteve presente na aula Lúcio Gregori, engenheiro que foi Secretário de Transportes de São Paulo no início dos anos 1990 e trabalhou, na época, na elaboração de um projeto de Tarifa Zero e municipalização dos ônibus da capital. A Tarifa Zero se mostrou perfeitamente viável do ponto de vista técnico e econômico, mas não foi implementada por falta de vontade político. Também falaram na mesa militantes do Movimento Passe Livre e da Luta do Transporte no Extremo Sul, retomando que o projeto de gratuidade nos transportes para estudantes de baixa renda e escolas públicas anunciado por Haddad é uma resposta a anos de luta da população, mas apontando sua insuficiência e criticando o aumento da tarifa. O transporte só será público de verdade quando não houver catracas para ninguém. R$ 3 é roubo, R$ 3,50 também. E só com a população trabalhadora tomando as ruas, se organizando para a luta em cada bairro da cidade, poderemos derrubar a tarifa e seus aumentos. Sexta-feira, 09/01, às 17h, acontece o 1º Grande Ato Contra a Tarifa: https://www.facebook.com/events/333242993533459 TARIFA ZERO QUANDO? TARIFA ZERO JÁ!   Foto: Passa Palavra

Aula pública no Anhangabaú: Tarifa Zero já!

Já começou a luta contra a tarifa e seus aumentos. Um dia antes de entrar em vigor a nova tarifa de R$3,50, decretada por Haddad e Alckmin, centenas de pessoas se reuniram para participar de uma aula pública sobre transportes no centro da cidade. O evento, marcado para em frente à Prefeitura, mudou para debaixo do Viaduto do Chá devido à chuva. Esteve presente Lúcio Gregori, engenheiro que foi Secretário de Transportes de São Paulo no início dos anos 1990 e trabalhou, na época, na elaboração de um projeto de Tarifa Zero e municipalização dos ônibus da capital. A Tarifa Zero se mostrou perfeitamente viável do ponto de vista técnico e econômico, mas não foi implementada por falta de vontade político. Também falaram na mesa militantes do Movimento Passe Livre e da Luta do Transporte no Extremo Sul, retomando que o projeto de gratuidade nos transportes para estudantes de baixa renda e escolas públicas anunciado por Haddad é uma resposta a anos de luta da população, mas apontando sua insuficiência e criticando o aumento da tarifa. O transporte só será público de verdade quando não houver catracas para ninguém. R$ 3 é roubo, R$ 3,50 também. E só com a Continue lendo Aula pública no Anhangabaú: Tarifa Zero já!

CONVOCATÓRIA: PRIMEIRO GRANDE ATO CONTRA A TARIFA!

O prefeito Fernando Haddad já confirmou que a tarifa de ônibus em São Paulo vai aumentar no início de janeiro. O governador Geraldo Alckmin, por sua vez, afirmou que as passagens do Metrô e da CPTM devem subir junto. Movimentar-se pela cidade, algo pelo qual não deveríamos ter que pagar, agora vai custar R$ 3,50 – e pra quem pega metrô e ônibus, vai para R$ 5,45. Cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo. Com menos gente circulando, novos aumentos serão necessários, numa espiral que diminui cada vez mais o direito à cidade da população. Entre nós e a cidade (que nós mesmos fazemos funcionar!) existe uma catraca que cobra cada vez mais caro. É que para os de cima, ninguém tem que sair da periferia se não for para trabalhar ou – se tiver dinheiro – para consumir. Além disso, nos obrigam a pagar por ônibus lotados em linhas e trajetos sobre os quais nada decidimos. Por isso convocamos todas e todos para o 1º GRANDE ATO CONTRA A TARIFA, na sexta-feira (09/01), com concentração a partir das 17h em frente ao Teatro Municipal (próximo ao metrô Anhangabaú e do terminal Continue lendo CONVOCATÓRIA: PRIMEIRO GRANDE ATO CONTRA A TARIFA!