Movimentos debatem a criminalização e, apesar do convite, Secretário de Segurança não vai

Na tarde da última quarta-feira (02) cerca de 300 pessoas se reuniram para o debate sobre a criminalização dos movimentos sociais convocado pelo Movimento Passe Livre de São Paulo na praça da Sé. Convidado publicamente para o evento uma semana antes, o Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, não compareceu. Nos órgãos de imprensa, declarou que “sequer recebeu o convite”, mas um convite formal foi protocolado pelo MPL na Secretaria na sexta-feira anterior (foto abaixo). Apesar da ausência do Grella, a Secretaria de Segurança se fez ostensivamente presente, mobilizando centenas de policiais militares da Força Tática e do Batalhão de Choque, que cercaram o debate com viaturas, caminhões e escudos. Mesmo com a recusa do Secretário em participar, o debate aconteceu. Na mesa, falaram militantes do MPL-SP, do Movimento das Mães de Maio, do Comitê Popular da Copa, do Movimento de Moradia da Região Centro (MMRC), do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), uma moradora da Favela do Moinho, um companheiro motorista que trabalhou mais de 20 anos na Viação Gato Preto e foi demitido após a greve, o Padre Julio Lancelloti, e por fim um companheiro metroviário demitido pelo Governo do Estado também por fazer greve. No debate, foi Continue lendo Movimentos debatem a criminalização e, apesar do convite, Secretário de Segurança não vai

Ninguém vai ficar para trás! Pela reintegração imediata dos metroviários demitidos por lutar!

Todo dia, a gente tem que se espremer em filas gigantes nas catracas e nos vagões apertados do metrô lotado. Cada dia levantamos mais cedo e chegamos mais tarde em casa, e esse sufoco ainda custa R$6,00. Agora, os poucos trabalhadores que nos levam de um lado para o outro da cidade estão lutando por um transporte menos humilhante, para eles e para nós.Quando apresentaram suas reivindicações para a direção do Metrô e o governador, a maior preocupação dos metroviários era não prejudicar a população. Foram duas semanas em “estado de greve”, pressionando o governo com ações como trabalhar sem uniforme,entregar cartas abertas para a população, organizar conversas entre usuários e metroviários. Mas Alckmin não quis negociar, alegou que era um absurdo os trabalhadores exigirem melhores condições de trabalho, remuneração maior (já que exercem 5 funções e recebem por uma)e mais funcionários. Diante disto não havia outra solução senão a greve. Mas como trabalhador sabe como outro trabalhador pode ser prejudicado, os metroviários até mesmo ofereceram trabalhar normalmente e de graça, desde que o Estado aceitasse a catraca livre durante a greve. Mais uma ves, demonstrando que nós, os de baixo, não somos sua real preocupação, o governador recusou a Continue lendo Ninguém vai ficar para trás! Pela reintegração imediata dos metroviários demitidos por lutar!

Obra do Monotrilho cai e mata um trabalhador em São Paulo

Na tarde desta segunda-feira, caiu uma viga da obra da futura “Linha Ouro do Metrô” (que na verdade é um Monotrilho e não um Metrô), na zona sul de São Paulo. A tragédia, que é responsabilidade direta do Estado, matou uma pessoa e feriu outras duas. A Linha Ouro do Monotrilho havia sido inicialmente prometida para estar pronta até a Copa do Mundo, ligando o Aeroporto de Cumbica ao Estádio do Morumbi (e despejando favelas no caminho, à serviço da especulação imobiliária). Mas não ficou pronta a tempo. Ainda assim, manteve-se o ritmo apressado das obras – sob o “padrão Fifa” de exploração -, ao custo de colocar a vida dos operários e da população em risco. Em pleno dia de repressão e criminalização da greve dos metroviários pelo Governo Alckmin, a tragédia na obra do Monotrilho escancara a forma como o Estado lida com o transporte da população: mera mercadoria, às custas do nosso sufoco e sangue. Seja pela própria opção de fazer um Monotrilho, que só consegue transportar quatro vezes menos passageiros que o Metrô e é muito mais vulnerável a acidentes, em um trajeto que só faz sentido para o lucro do capital imobiliário. Ou então, seja Continue lendo Obra do Monotrilho cai e mata um trabalhador em São Paulo

Tropa de Choque prende Metroviários na Estação Ana Rosa e Governo demite trabalhadores

Atualizações sobre os acontecimentos da mobilização dos metroviários iniciada na estação Ana Rosa, esta manhã: 5h30: BATALHÃO DE CHOQUE INVADE METRÔ ANA ROSA Em seu quarto dia de greve, cerca de 80 metroviários acabam de ser isolados dentro da Estação Ana Rosa pela Polícia Militar. O Choque estourou bombas de efeito mutilante (efeito moral) e usou spray de pimenta em apoiadores e metroviários que, do lado de fora, tentaram impedir a invasão da PM à estação, além de proibir os jornalistas de acompanharem a ação. Nesse momento, policiais do batalhão estão invadindo a estação com a clara intenção de reprimir violentamente os metroviários ali presentes. A violência com que a greve está sendo reprimida – uma greve legítima de trabalhadores que fazem a cidade funcionar todos os dias – e a preocupação em tentar deslegitimar a luta dos metroviários aponta a forma como o transporte público é encarado em São Paulo: como uma mercadoria que conta com o aparato policial, supostamente de segurança, para garantir seu lucro aos de cima, e a exploração dos de baixo. LUTAR NÃO É CRIME, CRIME É TER CATRACAS! TODA FORÇA À GREVE DOS METROVIÁRIOS! 7h: METROVIÁRIOS DEIXAM ESTAÇÃO ANA ROSA Os trabalhadores e trabalhadoras Continue lendo Tropa de Choque prende Metroviários na Estação Ana Rosa e Governo demite trabalhadores